26 de junho de 2017

Ser resiliente para crescer

Há um antigo provérbio japonês que diz que “o bambu que se curva é mais forte que o carvalho que resiste”, isso diz respeito à capacidade do bambu curvar-se durante um vendaval, mas voltar ao normal depois dele, enquanto o carvalho não se move, mas pode quebrar a qualquer momento. Na física, o nome da capacidade de um material voltar à sua forma original depois de serem submetidos a  uma adversidade é resiliência. Isso é possível porque toda a energia produzida pela adversidade é acumulada e dissipada depois, permitindo que o objeto se recupere.

A resiliência, no entanto, não existe somente na ciência. Ela está presente em como enfrentamos as situações difíceis que precisamos passar. É a capacidade de não nos deixarmos abater por uma demissão ou o término de um relacionamento, por exemplo. Não é sobre não sentir a tristeza ou os sentimentos que essas situações nos proporcionam, mas sobre nossa reação à eles, não deixando que eles nos afetem no futuro. O professor e doutor em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicação e Artes da USP, Clóvis Barros Filhos, explica que a resiliência é a combinação de um preparo afetivo, de suportar agressões e não se deixar abater, de procurar as melhores soluções para a resolução daquele problema e, portanto, a eliminação daquela tristeza.

É fato que, para ser um resiliente, é preciso passar por dificuldades. Realizar tarefas fáceis, pouco trabalhosas e sem chances de fracasso nos exigem pouquíssima capacidade de reação. Segundo Clóvis Barros, as pessoas que sempre tiveram tudo de mão beijada não sabem lidar com dificuldades e acabam se deixando abater. Para ser resiliente, é preciso sofrer e compreender o motivo daquele sofrimento: revoltar-se sem enxergar o que gerou o problema nos impede de reagir da forma correta à ele. Com resiliência, a tensão do ambiente deixa de gerar desconforto e passa a gerar vontade de crescer diante daquele desafio.

No mercado de trabalho, as pessoas resilientes se destacam, isso é o que diz o professor da ECA-USP: “O indivíduo que tem condições de 'encaixar o golpe´ e reagir no sentido da resolução de problemas é um indivíduo muito valioso para as corporações”. Mas desenvolver a resiliência pode ser um trabalho conjunto entre o colaborador e a empresa. Clóvis explica que desenvolver o sentimento de grupo dentro da empresa ajuda: “quanto mais o colaborador se sentir parte integrante, se sentir membro do grupo, e isso do ponto de vista de reconhecimento, de emoções, no sentido de se entristecer com as derrotas do grupo e se alegrar com as vitórias, é melhor. Eu falo isso também no sentido de valores. É aquele indivíduo que cultua os valores do grupo e considera isso os valores valiosos e fundamentais para o sucesso do coletivo”.

Esse pensamento, remete a uma outra característica da resiliência: não é preciso encarar as adversidades sozinho. Deixar de encarar o fracasso como algo pessoal e vê-lo como consequência de uma ação que pode interferir na vida de mais pessoas ajuda a compreender o porquê da dificuldade e a extrair disso um aprendizado. Pensando com as outras pessoas afetadas, é possível unir forças estratégicas capazes de superar a adversidade, obtendo de algo negativo um retorno positivo.

É preciso perceber a diferença entre resistência e resiliência: resistir é um quesito para ser resiliente, mas não pode ser o único. Quando somos apenas resistentes, não nos dobramos diante de uma dificuldade e, sem nos dobrar, é difícil sentir e extrair um aprendizado desse sentimento. Na vida profissional, as pessoas que são somente resistentes tendem a serem menos competitivas: isso porque se conformam diante dos desafios, impedindo que eles projetem em si alguma mudança.
 

O PARAR On The Road - Experience vai reunir profissionais que construiram suas carreiras e transformaram vidas através da resiliência na sua próxima parada, em Curitiba, no dia 26 de julho. Você terá a chance de aprender a construir uma carreira mais significativa a partir da resiliência, transformando seus desafios em oportunidades de crescer.

Essa é a última parada da nossa jornada empreendedora e tenho certeza que será um passo importante para o seu crescimento profissional.

Para não ficar de fora, você pode fazer a sua inscrição clicando AQUI. O evento é gratuito para profissionais de mobilidade corporativa.  

Data: 26 de julho

Horário: das 8 às 17 horas

Local: Centro de Eventos do Sistema FIEP - Av. Com. Franco, 1341 - Jardim Botânico, Curitiba - PR,

Fonte: Ana Luiza Morette | PARAR Fleet Review 11ª Edição
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