28 de novembro de 2017

Organizações públicas e privadas podem incentivar mudanças na mobilidade urbana

Existem diferentes opções de transporte que podem levar as pessoas diariamente aos seus locais de trabalho ou estudo. No entanto, a cultura carrocêntrica difundida na maior parte das cidades brasileiras faz com que milhões de pessoas optem pelo transporte motorizado individual. Em paralelo a isso, os métodos colocados em prática para tratar os habituais congestionamentos não estão contribuindo para a solução dos problemas, apenas perpetuando erros e levando as cidades a um cenário insustentável.

Os movimentos de ida e volta ao trabalho ou às instituições de ensino são o motivo de até 80% dos deslocamentos nas grandes cidades brasileiras. Tal índice deixa claro que a responsabilidade por esse impacto também deve recair sobre as organizações. Os desafios vividos diariamente para realizar esses deslocamentos acarretam a perda média de 15 dias inteiros por ano, gerando sérios prejuízos econômicos e perda de qualidade de vida.

Estimular diferentes formas de deslocamento como o transporte a pé, de bicicleta, o transporte coletivo ou até mesmo a carona faz parte das estratégias que podem ser incentivadas não só pelo poder público mas também adotadas pelas mais diversas organizações. A mudança na cultura organizacional pode ser iniciada com a implementação de um Plano de Mobilidade Corporativa, que oportuniza às organizações revisitar suas políticas internas e benefícios do transporte sustentável. Embora os locais de trabalho/estudo não determinem como deve se dar o deslocamento dos funcionários/alunos, suas políticas internas podem influenciar mudanças de hábito, gerando ganhos em escala para as cidades.

Para incentivar uma mudança de paradigma e facilitar a implementação de hábitos mais sustentáveis de deslocamentos, o WRI Brasil lançou a publicação Estratégias de Mobilidade Urbana para Organizações. O guia apresenta sete estratégias que podem ser adotadas por instituições públicas e privadas com o objetivo de melhorar a qualidade de vida nas cidades, reduzir gastos com transporte e aumentar a produtividade das organizações. 

São parceiros da publicação, contribuindo com conteúdo e conhecimento: Bike AnjoBora BikebyndCo.bikeCorrida AmigaE-movingLeva EuMobicitySociedade Brasileira de Teletrabalho e Teleatividades (SOBRATT), tembiciWiiMoveZumpy. O guia também conta com o apoio institucional do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), do Great Places To Work Brasil (GPTW Brasil), do Instituto Ethos e do Instituto PARAR.

As sete estratégias são: transporte a pé, bicicleta, transporte coletivo, transporte fretado, carona, teletrabalho e estacionamento. Para cada uma delas, a publicação indica possíveis ações que podem ser implementadas pela organização, lista barreiras e como superá-las e apresenta estudos de caso nacionais, que ilustram todas as etapas percorridas por uma organização para a implementação de uma ação de mobilidade corporativa, bem como os resultados alcançados. Dúvidas frequentes também são listadas e respondidas por gestores de organizações, por provedores de serviços de mobilidade urbana e pela equipe do WRI Brasil, além de terem sido posteriormente revisadas do ponto de vista jurídico. 

O guia tem uma inter-relação e complementa a publicação Passo a Passo para a Construção de um Plano de Mobilidade Corporativa ao explorar os passos 5 e 6 – elaboração e implementação e promoção, respectivamente – da metodologia lançada pelo WRI Brasil em 2015. Além de auxiliar com as possíveis dificuldades encontradas pelas organizações nessas etapas, a nova publicação busca servir de inspiração para que organizações, incluindo as instituições de ensino, busquem ações semelhantes e implementem novas práticas.

O guia completo pode ser baixado AQUI. 

Fonte: Guillermo Petzhold (WRI)
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