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O que é o novo combustível da indústria automotiva?

23 de fevereiro de 2022 | PARAR

Através da ascensão digital a conectividade é o novo combustível da indústria automotiva. Tornando a tecnologia essencial para a transformação da gestão de frotas. 


Com os avanços da tecnologia, a indústria automotiva incorporou soluções mais convenientes e seguras ao longo dos anos. Progressivamente, processos remotos e tradicionais vão sendo substituídos por recursos flexíveis e econômicos. Essa fusão entre o mundo físico e o digital tende a resultar em mais
praticidade e segurança, especialmente para quem usa a frota como ferramenta de trabalho. Transferência de dados, segurança, assertividade e aplicativos na palma da mão tornam a conectividade o novo combustível da indústria automotiva.


Nas últimas décadas, a integração de novas tecnologias a carros, caminhões, ônibus, entre outros modais, ocorreu de modo constante. Atualmente, “o que está acontecendo é que as pessoas estão começando a ver a ponta do iceberg”, afirma
Henrique Miranda, head de produtos da BMW. A empresa alemã foi a primeira a conectar um veículo no Brasil, “a conexão raiz”, como brinca Miranda. Há sete anos, os veículos da BMW oferecem serviços que implicam em mais comodidade e segurança. “Desde 2014, eliminamos a manutenção programada. Essa foi a primeira utilização revolucionária da conectividade, aumentando a fidelidade com a nossa rede de concessionários. Temos sensores nos carros, que avisam para o cliente e para seu concessionário de preferência quando a manutenção deve acontecer”, explica.


O que começou com a troca de informações, transferidas em poucos kilobytes, não se parece em nada com a grande quantidade de dados que podem ser trafegados atualmente. “São dados que circulam o mundo todo. Saem do carro, passam pelos operadores, vão para o sistema BMW. Hoje, nós temos até troca de imagens com os carros. Com o Drive Recorder, os clientes já conseguem gravar a viagem. Em breve, vão poder recebê-la no aplicativo do celular”, conta Miranda. 


De acordo com o head de produtos da BMW, com a chegada do 5G, o volume de dados trocados poderá ser muito maior, sendo a tecnologia que promete impulsionar a implementação de veículos autônomos. “Estamos em um nível de semi automação. O 5G será a maior revolução da indústria automotiva, que é a direção autônoma. É o potencial que a conectividade traz, não só para o usuário, mas para as montadoras. Para todo ambiente em volta da mobilidade. É impossível imaginar o que está por vir”, afirma.


Apesar dos avanços tecnológicos cada vez mais presentes na indústria automotiva, muitas frotas ainda não incorporaram processos otimizados.
Ariane Buzanello, head de produtos da Ticket Log, explica que, segundo pesquisa Datafolha, 35% dos gestores de frota utilizam planilhas no Excel para a consolidação dos dados. “Mesmo com avanço de processos que agilizam boa parte da gestão, é comum encontrarmos empresas realizando gestões manuais, ocupando parte preciosa do tempo”, observa Buzanello.


Diante desse cenário, é essencial a apresentação de
soluções aos gestores de frota, de modo a alavancar transformações no setor. “Recentemente, introduzimos o GoHub, plataforma com inteligência, que realiza a consolidação de dados e soluções. A tecnologia está intrínseca em tudo que fazemos. Nosso modus operandi, no desenvolvimento de novas soluções, inclui uma fase que chamamos de discovery, com nosso time de design, produto e TI, voltados a ouvir os clientes e identificar as dores deles”, explica Buzanello. Após a fase de pesquisa, “prototipamos, desenhamos a solução e avançamos”, completa.


“Com a telemetria, buscamos uma gestão mais digital e ampla. Avaliamos se o veículo está realmente no posto, no ato do abastecimento, e se a quilometragem inserida está condizente com o apontado. Tudo isso gera mais segurança para a operação, dando mais assertividade ao gestor no dia a dia.
Todo gestor de frotas é um gestor de vidas. Tem que direcionar ações para esse propósito. A melhor forma de fazer isso é criando uma comunicação clara, inclusiva e honesta com quem está na ponta”, avalia Buzanello.

 

Comodidade e facilidade

De acordo com Luiz Dairiki, head comercial da Ouro Verde, a conectividade é fundamental para que a terceirização de frotas – em empresas de pequeno a grande porte – ocorra com praticidade e transparência. O mercado de terceirização de frotas também passa por processos disruptivos, fomentando o desenvolvimento de projetos inovadores, práticas seguras, éticas e sustentáveis.


Na Ouro Verde, o maior desafio é utilizar as tecnologias de conectividade, adaptando-as às diversas complexidades de modais que vão de veículos pequenos a caminhões e “fora de estrada”. “O veículo é um meio, um equipamento para prestarmos nosso serviço. Usamos a conectividade para trazer informação; já utilizamos soluções de rastreamento e telemetria há um bom tempo”, explica Dairiki. Desse modo, a conectividade é essencial para que a empresa apresente soluções e ajude os clientes, de acordo com seus desejos, isto é, “para melhorar direção, reduzir custo, aumentar a segurança”. 


Segundo Dairiki, a Ouro Verde desenvolve plataformas próprias, que possibilitam a formatação de mais informações e maior comodidade aos gestores de frotas. “Nosso desafio não é só gestão de frota, é o condutor. Hoje, o mundo está na palma da mão. A comunicação ocorre via mobile para 90% das pessoas. Temos tentado trazer cada vez mais atualizações, em tempo real, nos nossos aplicativos. Nossa ideia é justamente
facilitar a vida de quem opera, que é um cliente indireto. Representa uma empresa, usa nosso serviço e nosso carro”, conclui.

 

Por Guilherme Popolin para a 22ª edição da PARAR Review

Sumário

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