Português (Brasil) English Español

Blog

[ENTREVISTA] Quantos m² você realmente precisa parar morar? – Alexandre Lafer Frankel

“Em entrevista ao PARAR, Alexandre Lafer Frankel, CEO da Vitacon, fala sobre as inovações que possibilitam uma vida mais adequada às necessidades modernas em grandes centros urbanos”

O novo mundo da mobilidade que está emergindo nas cidades tem promovido efeitos que impactam todas as pessoas que precisam ir de um ponto ao outro para realizarem suas atividades. O trânsito caótico tem feito muita gente abandonar o automóvel e dar lugar aos aplicativos de carona, Uber e bicicletas, consideradas muitas vezes modais mais eficientes e democráticas.

 

Mas a mobilidade vai além: não é apenas sobre como as pessoas devem se deslocar e, sim, é também repensar sobre a necessidade desses deslocamentos e, a partir disso, devolver mais vida ao tempo das pessoas. E, quando o assunto é o ramo imobiliário, fica evidente a necessidade de buscar por inovações e tecnologias que possibilitam uma vida leve e humana.

 

A Vitacon, empresa inovadora do setor imobiliário de São Paulo, compartilha desse propósito ao investir em apartamentos mais compactos e descomplicados, que devolvem qualidade ao dia a dia das pessoas. Em entrevista ao PARAR, o CEO Alexandre Lafer Frankel conta mais sobre a mobilidade no cenário da construção civil.

PARAR: Como nasceu a ideia de ter a mobilidade como um pilar da VITACON?
ALEXANDRE FRANKEL (AF): A VITACON nasceu por causa da mobilidade. Entendemos que o trânsito é a principal dor de quem mora nas grandes cidades. E vamos mudar isso reinventando a forma como vivemos. Minha experiência pessoal de morar perto e ter abandonado o carro me inspiraram nesta jornada.

P: Enfrentamos um período complicado, em que a demanda de produtos e serviços era tão alta que SER tornou-se sinônimo de TER. Quando mais, melhor. Hoje, em razão de inúmeros fatores, como a tecnologia, a internet, etc, parece que está havendo uma mudança positiva e valores que antes eram admirados (como pegar uma carona, compartilhar uma refeição, caminhar e aproveitar os espaços públicos da cidade) estão sendo retomados. E a Vitacon foi altamente disruptiva quando resgatou esses valores como parte do negócio da empresa. Para você, como o mundo corporativo pode atuar positivamente nas transformações desse novo mundo compartilhado?
AF: Acredito que a transformação deve ser praticada a todo momento. Conheço empresas que poluem os oceanos e tentam zerar a conta doando dinheiro para uma instituição que protege golfinhos. Não acredito neste tipo de ação. Nossos produtos promovem a mobilidade e o compartilhamento de espaços como coworking, lounge coletivo, cozinha compartilhada e sala de ferramentas compartilhadas. Carros, bicicletas, motocicletas também são compartilhadas. Além de melhorar a vida dos nossos membros, produzimos muito menos pegadas ecológicas.

P: Dá a impressão que a nova geração está aberta para viver esse mundo compartilhado, compacto, disruptivo. Mas, pensando em pessoas com mais de 50 ou 60 anos, parece que a maioria descredibiliza esses conceitos e não aceitaria fazer parte dessa economia compartilhada, ou trocar uma casa grande de bairro (mesmo considerando o alto custo com reformas e deslocamentos) por um espaço menor, mais econômico e muito mais funcional. Como a Vitacon sente isso no mercado?
AF: Isso está mudando. Muitas pessoas com mais de 50 anos buscam as soluções da Vitacon. Uma vida mais prática, mais econômica com mais serviços e segurança e morar perto faz todo sentido. Todos querem viver mais leves e a nova etapa sem filhos (que já saíram de casa) estão super alinhadas com a nossa proposta.

P: Ao conhecer cases de cidades inteligentes, como Singapura, por exemplo, a maioria das pessoas tende a pensar que “no Brasil, nada funcionaria”. Porém, temos exemplos positivos de cidades menos desenvolvidas que se reinventaram por meio da Mobilidade, como Medellín, por exemplo. Você acha possível que haja uma transformação definitiva no Brasil?
AF: Acho que pode melhorar muito. Mas o grande agente transformador das cidades é o mercado imobiliário. Precisamos pensar de forma integrada com os agentes públicos e provedores de transporte coletivo.

P: Levando em conta essa previsão de que as pessoas vão comprar menos e compartilhar mais, como a Vitacon enxerga o futuro do negócio imobiliário no Brasil?
AF: Nossa visão de longo prazo é que as pessoas vão comprar cada vez menos. Não faz sentido imobilizar boa parte do patrimônio sendo que a nossa vida muda a cada etapa. Morar sozinho, casar, ter filhos, os filhos saem de casa, mudança de trabalho e entrada na melhor idade são fatores que demandam novas soluções e novas formas de morar. Teremos um aluguel que será reinventado com muito mais serviços, tecnologia e administrado profissionalmente.

P: Tem algum projeto novo que vocês estão apostando para os próximos anos?
AF: Sim. Escalar a nossa produção e avançar muito nas unidades compartilhadas. Estamos avançando muito no campo da tecnologia agregada ao tijolo através de uma plataforma em parceria com a Intel e a IBM. Nossos clientes vão consumir a moradia como um serviço e não mais como um bem durável. Aguardem, muita coisa nova está por vir para reinventar as nossas vidas na cidade!

Parar

Postado por Parar

Quer saber mais?

Então acompanhe as novidades e as melhores práticas do setor no blog do Instituto PARAR e aprimore os processos e profissionais da sua frota!

Acesse agora
Pessoas aplaudindo em evento do Instituto PARAR

Cursos relacionados:


Seja parceiro do Instituto PARAR

Associe sua marca à maior e mais influente plataforma de educação em gestão de frotas do Brasil. Torne-se um parceiro estratégico do Instituto PARAR e posicione sua empresa diretamente na comunidade de gestão de frota para milhares de gestores, especialistas e tomadores de decisão qualificados do mercado automotivo nacional.

Solicite o Mídia Kit atualizado.