• pt
  • en
  • es

Blog

Comportamentos de risco na frota: quais são os mais comuns?

comportamento de risco

Comportamentos de risco na frota são atitudes imprudentes que os condutores tomam e que elevam as chances de acidentes e sinistros nas ruas e estradas. Alguns dos principais hábitos equivocados, que tornam a direção perigosa, são frenagens e acelerações bruscas, curvas fechadas e excesso de velocidade.

Entender o porquê dessas práticas e tomar ações preventivas e/ou corretivas para evitar acidentes é uma parte muito importante da gestão de frotas. Afinal, somente com a identificação precisa dos motivos é possível agir na raiz do problema, salvar vidas e evitar gastos extras para o negócio.

Para ajudar você a aprimorar o gerenciamento da sua empresa, criamos este artigo que explica o que é comportamento de risco de motoristas, como identificar as causas e a melhor maneira de estruturar uma cultura de direção segura.

Continue a leitura e confira!

O que é comportamento de risco?

Consiste em qualquer ação ou omissão que o condutor pratica e que contraria as normas de trânsito e as diretrizes de segurança viária. Essas atitudes negligentes aumentam consideravelmente a probabilidade de acidentes e colocam em perigo direto a vida do motorista, de terceiros e a integridade do patrimônio da empresa.

Dica de leitura: “Prevenção de acidentes de trânsito: como agir na sua empresa?

Por que identificar o comportamento do motorista é importante?

Porque o monitoramento contínuo fornece dados exatos que fundamentam a criação de treinamentos personalizados e correções operacionais preventivas e pontuais. Ao mapear como os condutores trabalham no dia a dia, o gestor consegue antecipar sinistros, reduzir gastos com sinistralidade e garantir a eficiência logística de toda a operação.

Confira também: “Indicadores de desempenho na gestão de frotas: como utilizar?

Quais são os principais comportamentos de risco na frota?

Frenagens e acelerações bruscas, curvas fechadas e excesso de velocidade são as infrações mais frequentes que geram desgaste nos veículos e riscos consideráveis de acidentes. Identificar e mitigar essas práticas equivocadas é fundamental para proteger vidas e a operação de transporte de forma inteligente e contínua.

Entenda, em detalhes, cada um dos principais comportamentos de risco na frota.

1. Frenagem Brusca

Acontece principalmente pela falta de atenção, de previsão, de antecipação, excesso de confiança, avaliações erradas do condutor, negligência, imprudência e imperícia.

2. Acelerações bruscas

Geralmente ocorrem no momento de realizar manobras de ultrapassagem de veículos. Além de aumentar as chances de acidentes, causam alto consumo de combustível e forçam os componentes mecânicos sem necessidade.

3. Curvas fechadas

Esse comportamento do motorista provoca o desgaste prematuro de pneus e freios e pode acabar em derrapadas, com a consequente perda do controle do veículo, o que aumenta consideravelmente as chances de acidentes.

4. Excesso de velocidade

Essa é a principal infração de trânsito, segundo o Anuário Estatístico 2025 da Polícia Rodoviária Federal (PRF). A prática é errônea, pois reduz drasticamente o tempo de reação do condutor e potencializa a gravidade dos impactos em colisões nas rodovias.

Como aprimorar a gestão de risco na frota? Dicas importantes!

O primeiro recurso que um gestor precisa para esse aprimoramento é contar com um sistema de telemetria que entregue todos os dados necessários para acompanhamento, como:

  • velocidade;
  • redução e aumento de velocidade medida em segundos;
  • velocidade da via;
  • intervalo de reporte da ferramenta para posicionamento do veículo e aceleração lateral.

Contudo, é importante que o profissional se atente também ao nível de confiabilidade dos equipamentos. A calibragem correta com o software de controle, por exemplo, garante a integridade das informações.

Veja, abaixo, outras dicas de como utilizar esse recurso para melhorar o comportamento do motorista e, assim, evitar a direção perigosa.

Exemplos de uso da telemetria na gestão de risco na frota

Existem algumas situações nas quais os motoristas se deparam com algo completamente imprevisível e é necessário realizar uma redução brusca de velocidade. Tais ocasiões podem acontecer por falha humana, condições adversas do tempo ou situações inesperadas, como a travessia de um animal na pista.

Assim, a causa da freada brusca pode ser um erro do seu próprio condutor, de terceiros e, mais raramente, por eventos naturais, como a queda de uma árvore.

Em relação ao erro próprio, por cultura, pode acontecer de o motorista atribuir a culpa a fatores externos. Esse é um dos momentos em que o gestor de frota tem um trabalho fundamental: o de oferecer a oportunidade de uma autoanálise.

Os aparelhos de telemetria conseguem mostrar essas freadas e acelerações bruscas por meio de cálculos de redução e/ou aumento de velocidade (normalmente calibrados para emitir alertas quando ocorre uma redução ou aumento de 14 km/h em 1 segundo), bem como as curvas fechadas.

Ao utilizar esses dados, o gestor consegue argumentar com os motoristas e estruturar feedbacks construtivos baseados em evidências, o que ajuda a eliminar os comportamentos de risco na frota.

O papel do acelerômetro

O acelerômetro é fundamental para obter dados referentes a mudanças repentinas de velocidade e força lateral em curvas. Porém, é importante sempre cruzar as informações sobre freadas e acelerações com o posicionamento do veículo no momento dessas irregularidades.

Esse equipamento é muito sensível ao movimento e, por mais que o motorista tenha uma conduta exemplar no volante, pode passar informações erradas.

Um dos motivos é que, no Brasil, existem muitas estradas esburacadas e com falhas, o que gera muito movimento no interior do veículo. Assim, ainda que o acelerômetro esteja bem fixado, há a possibilidade de registrar movimentações equivocadas.

Logo, ao analisar o comportamento do motorista, é fundamental validar as ocorrências com o mapa da rota para evitar punições injustas e mal-entendidos.

Quais são as principais causas dos comportamentos de risco na frota?

Os mais recorrentes estão relacionados com:

  • local da infração: tipo de via (como rodovia ou rua urbana), limite de velocidade estabelecido, condições de tráfego e visibilidade no momento da infração;
  • duração e frequência: tempo em que o excesso de velocidade persistiu e número de vezes que a infração foi registrada;
  • magnitude do excesso: percentual de excedência em relação ao limite de velocidade da via, com a consideração da gravidade do risco à segurança;
  • histórico do condutor: antecedentes de infrações, tempo de atuação na empresa, nível de engajamento com as políticas de segurança e receptividade a treinamentos.

Essas causas ajudam a entender a raiz do comportamento do motorista ao revelarem se o erro ocorreu por pressões de prazos, falta de treinamento ou vício de condução, bem como a tomar as ações de correção certas.

Como evitar comportamentos de risco na frota?

O ideal é adotar medidas de gestão que incluam diálogo aberto e construtivo, plano de ação personalizado, foco em solução, não punições e incentivo a comportamentos seguros. Essa abordagem mais humanizada ajuda a engajar a equipe, além de facilitar a construção de uma cultura de segurança.

Veja como evitar comportamentos de risco na frota de maneira prática.

1. Diálogo aberto e construtivo

Converse diretamente com o condutor e exponha os fatos de forma transparente e objetiva. Também incentive o profissional a se expressar para entender as motivações dele por trás da infração.

2. Plano de ação personalizado

Com base na análise do contexto e no diálogo com o condutor, defina medidas corretivas individualizadas, como uma reciclagem rápida sobre direção defensiva e respeito aos limites da via.

3. Foco em soluções, não punições

Priorize medidas que promovam a mudança de comportamento e a segurança no trânsito, como treinamentos específicos, acompanhamento individualizado e feedbacks construtivos.

4. Incentivo a comportamentos seguros

Utilize os dados de telemetria para reconhecer e recompensar os motoristas que se comprometem com a condução segura, a fim de reforçar a cultura de responsabilidade da empresa.

Por que acompanhar o comportamento do motorista da sua frota?

Porque essa prática permite ao gestor tomar decisões mais assertivas a partir da identificação dos reais motivos das falhas e do direcionamento das medidas corretivas. Além disso, promove a prevenção eficaz de acidentes por meio de ações personalizadas e focadas na mudança de atitudes dos condutores.

Como resultado de um acompanhamento pontual está a contribuição com a redução de incidentes futuros, bem como a melhora da cultura de segurança.

Por fim, esse monitoramento demonstra o compromisso da empresa e incentiva os motoristas a se tornarem condutores mais conscientes e responsáveis.

Assim, a análise aprofundada das causas da direção perigosa, combinada com medidas corretivas personalizadas e incentivos a comportamentos seguros, é a chave para prevenir acidentes e proteger o patrimônio humano e físico da empresa.

Como criar uma cultura de direção segura na empresa?

A transformação da postura dos condutores exige a implementação de treinamentos contínuos e específicos que atualizem suas habilidades técnicas e comportamentais. Capacitar os profissionais por meio de cursos especializados é a estratégia mais eficiente para erradicar os comportamentos de risco de forma definitiva e humanizada.

Com essa estratégia, o Instituto PARAR pode ajudar!

Referência nacional no desenvolvimento e capacitação profissional de motoristas e gestores, unimos tecnologia, inteligência e as melhores práticas do mercado para proteger vidas nas estradas.

Conheça agora o Programa de Formação de Condutores (PFC) e o Programa para Gestores de Frota (PGF), capacite sua equipe com quem entende do assunto e reduza acidentes e infrações na sua operação!

Mario Gustavo Benegas 👷 Engenheiro de Segurança especialista em Gestão de Frotas, com mais de 16 anos de experiência. 🏆 Vencedor do prêmio PARAR Gestor de Frotas do ano 2013. ⭐️ Destaque para um resultado de 3 anos sem acidentes (2016 – 2019) de veículos sob sua gestão em empresa multinacional de óleo e gás.