O que esperar de 2023?
Uma constante preocupação dos gestores de frotas em 2022 foi a inflação e o alto custo de insumos, e eles podem continuar sendo um problema nos próximos meses. Confira as dicas para economizar seus recursos e estar preparado para qualquer cenário.
“Aumento no valor dos combustíveis”, se teve uma frase que a gente repetiu em 2022, foi essa. Entre os vários motivos por trás de tantas altas, uma pergunta segue constante: o que o gestor de frotas pode fazer para se sobressair nessa circunstância?
Apesar da estabilidade nos preços que começou a ser sentida a partir do segundo semestre de 2022, ainda temos um caminho incerto pela frente em relação aos custos da frota para o ano que vem.
E foi pensando nisso que reunimos algumas recomendações práticas para que você possa se preparar para um novo ciclo muito próspero.
Tributos
Se teve um responsável por segurar os preços dos combustíveis esse ano, foi o congelamento do ICMS, tributo municipal que compõe em média até 25% do preço final dos combustíveis.
Nesse sentido, conversamos com Antonio Carlos Priore, superintendente de produtos da Veloe, unidade de mobilidade da Alelo, para entender quais boas práticas podem ser aplicadas para otimizar recursos nos próximos meses.
Em entrevista ao De Gestor Para Gestor, Priore compartilhou sua visão de que o aumento no ano que vem nos preços dos combustíveis deve ser menor.
De toda forma, não é possível afirmar o que de fato deve acontecer com o valor dos tributos e para qualquer cenário há uma solução única.
Uma eventual volta aos patamares anteriores pode fazer com que o preço tenha um pico novamente, e caso isso aconteça, a saída é apostar em abastecimentos estratégicos.
Ficar atento às datas de eventuais ajustes para conseguir o melhor preço, é um dos pilares dessa ideia. Mas isso não é tudo! Aliar o grande volume da sua frota (ou o maior possível) com o timing desse abastecimento, pode ser outra vantagem na hora de negociar preços com seus fornecedores.
Veja como as soluções Veloe podem te ajudar a se planejar melhor durante o ano!
Mudanças no cenário político
Outro fator que pode castigar os gestores é a cotação do dólar, uma variável que realmente, não podemos prever. As mudanças políticas podem fazer o valor da moeda brasileira oscilar em relação ao dólar, afetando o preço médio do petróleo.
Mas a recomendação continua a mesma: procurar as ferramentas certas para alterar seus parâmetros (dançar conforme a música) mais rapidamente e não esperar o impacto acontecer primeiro.
Encontrar os fornecedores certos
Não é de hoje que a gestão de frotas lida com uma conjunto variado de funções. Manter o foco na gestão pode ser uma tarefa difícil se o gestor precisar fazer muitas tarefas operacionais. Não só por isso, automatizar processos é muito importante para um melhor desempenho da frota e do trabalho de quem a gerencia.
Para isso, o primeiro passo é mapear suas maiores dificuldades e procurar quem possa te atender nas dores encontradas.
Priore comentou que a estimativa é de que hoje, em torno de 80% dos profissionais de frotas ainda gerenciem de maneira muito rudimentar, com pouco processos automatizados.
E para além da automatização, algumas ações só são possíveis com uso de soluções para frotas. Um sistema integrado de gestão, por exemplo, pode te ajudar a acompanhar gastos de forma mais específica e garantir que seu financeiro não seja usado de forma errada.
O princípio é economizar pelo uso adequado de seus recursos e buscar melhores negociações.
“A expectativa é de um primeiro trimestre com mais emoções em 2023, mas obviamente, quem estiver mais preparado com ferramentas de gestão mais aprimoradas vai sofrer menos com essas eventuais mudanças” Explicou Priore.
O efeito de um eventual aumento nas contas vai ser sempre menor se o gestor souber como agir, baseando-se em dados e informações sobre sua operação.
Vamos conferir alguns exemplos práticos de como isso acontece:
Exemplo na prática
Vamos supor uma situação em que você tenha um desempenho médio de 10 km por litro de gasolina de um determinado modelo de veículo.
Se houver uma mudança inesperada que impacte o valor final do combustível na bomba, uma parametrização de preço máximo que pode ser pago no abastecimento, é uma estratégia que vem a calhar.
Uma tolerância de 20% no valor médio dos abastecimentos, por exemplo, poderia dar a autonomia que o motorista precisa para abastecer, mesmo numa situação de alta, mas com o devido controle de preços.
Até mesmo de forma mais drástica, travar o abastecimento que esteja acima do limite tolerado, também é uma alternativa para se ter em vista.
Mas para que isso pudesse ser precisado, você teria que lidar com várias informações em conjunto para chegar a esses denominadores. Daí a necessidade de um sistema.
Esteja sempre um passo a frente
Em um cenário de mudanças, é ainda mais importante estar preparado para tomadas de decisões rápidas.
“Muitas vezes, as alterações de preços vão primeiro para a bomba, e depois para o noticiários. Então, quando você tem uma informações como essas, você pode fazer uma gestão melhor e mudar de posto e de combustível no caso dos flex” Completa Piore.
Uma redução de 25% a 30% nos custos pode ser atingida através de uma gestão melhor. Isso inclui:
- Melhores abastecimentos
- Escolha de modelos mais adequados a sua operação
- Controle de indicadores sobre a utilização do carro
- Entre outros fatores…
Para uma gestão de frotas otimizada, conheça as soluções Veloe, para acompanhar gastos de forma mais estratégica. Além de facilitar a prestação de contas dos motoristas, você pode calcular os indicadores que mencionamos (tal qual o custo por km rodado) com mais precisão!
Assim, você e sua equipe podem criar parâmetros para as compras, como a tolerância dos 20%, conciliando autonomia e economia.
Para mais dicas como essa, fique ligado nas próximas edições do De Gestor Para Gestor, e não se esqueça de mandar a sua dúvida ou sugestão para atendimento@parar.com.br! Até a próxima!